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MPF reconhece prescrição de caso do triplex contra Lula e pede arquivamento

Manifestação da Procuradoria da República no Distrito Federal ocorre após STF ter considerado o ex-juiz Sergio Moro suspeito no caso e anular condenação do ex-presidente
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O Ministério Público Federal reconheceu, na segunda-feira (6), a prescrição do caso envolvendo o ex-presidente Lula na denúncia relacionada ao triplex no Guarujá. A idade do presidente, que hoje tem 76 anos, inviabiliza a apresentação de uma nova denúncia.

O MPF afirma que “a pretensão punitiva estatal encontra-se prescrita para Luiz Inácio Lula da Silva” a partir da queda pela metade do tempo de prescrição que a Constituição prevê para investigações de crimes contra pessoas que tenham 70 anos ou mais.

Em carta, os advogados de Lula afirmam que o pedido de arquivamento apresentado pelo MPF “deve pôr fim ao caso, que foi construído artificialmente a partir do conluio do ex-juiz Sergio Moro e do ex-procurador Deltan Dallagnol para prender o ex-presidente Lula e retirá-lo das eleições de 2018”.

Lula foi condenado no âmbito da Lava Jato por supostamente ter recebido benefícios relacionados a reforma de um triplex na cidade do Guarujá, que foi atribuído pela operação à posse do ex-presidente.

Segundo a denúncia, a reforma do apartamento foi paga como parte de um esquema de corrupção envolvendo a Petrobras e construtoras.

Lula foi condenado em primeira instância por Moro e, em seguida, teve sua condenação mantida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Em abril de 2021, o STF reverteu a decisão e validou a suspeição e incompetência de Moro para julgar o caso.

O Supremo anulou todos os atos de Moro, incluindo a fase pré-processual, o que exigiria uma nova denúncia.

Com a prescrição, porém, o MPF não pode solicitar nova investigação sobre o triplex e o caso está arquivado. (Com CNN Brasil)